Ao readquirir minha interface Beta (praticamente "nova" e sem uso), deparei-me com a mensagem "erro de leitura na trilha 0, setor 9" logo na primeira inicialização da interface.
Este problema dificultava a leitura de praticamente todos os disquetes e não permitia a formação correta dos mesmos. Também afetava a leitura e formatação na unidade Gotek.
Depois de muito pensar e fazer testes, busquei ajuda no blog do amigo Flavio Matsumoto, um especialista em interfaces Beta (cujas postagens relacionadas ao tema estão em diversos links disponibilizados aqui no blog).
Lá encontrei a seguinte descrição de sua dificuldade ao montar uma Beta IDS:
"Resolvi completar a montagem, soldando os componentes faltantes e testando num TK90X e um drive. Não era possível ler disquetes (dava erro de leitura na trilha 0, setor 9) e não conseguia nem formatar. Era o mesmo problema observado quando eu tinha montado a primeira placa.
O único componente ajustável da placa é um trimmer (capacitor ajustável) que fica bem ao lado do FDC 2793 (o CI de 40 pinos). A única instrução sobre este componente era de ajustar em 50 pF e soldar à placa; fiz a medição com a função capacímetro do meu multímetro.
Existe um macete para ajustar este componente: coloca-se no drive um disquete, manda-se formatar e, com uma chave de fenda, ajusta-se o trimmer até ouvir o ruído do motor de passo do cabeçote. Ouve-se um tec-tec-tec que indica o cabeçote sendo movido; o ponto ideal é quando se obtém o menor intervalo de tempo entre cada passo (entre um tec e outro). Feito isto, não só foi possível formatar, como os disquetes foram lidos sem problemas. Agradeço o Victor e o Ernani que deram essa dica, sem a qual eu ficaria no mato sem cachorro."
Fiz exatamente isso e, para a felicidade deste que vos escreve, "funfou" tudo direitinho. 😊👍
sábado, 18 de fevereiro de 2023
Erro de leitura na trilha 0, setor 9.
Retomando as postagens numa nova configuração.
Após quase dois anos sem postar, estou retornando com uma nova configuração de retro equipamentos (pois a anterior havia sido desfeita).
Neste longo intervalo de tempo, tive que dedicar-me à construção de um simulador de voo profissional (padrão AATD) para uma escola de aviação que estava em processo de nova homologação junto a ANAC, o que inviabilizou a atenção a este blog.
Motivado pelo início de um novo (e grande) projeto de interface Beta Disk (que em breve será divulgado aqui), adquiri um novo setup composto basicamente de: 02 unidades de TK90X, 01 interface Beta IDS2001ne (com ROM atualizada da CBI 2.4), unidades de disquetes, 01 emulador GOTEK, interface AY, Multiface One, Interface Kempston, gravador e impressora matricial. Inclui-se também aí outras interfaces complementares.
Acredito que a Beta nacional seja uma das melhores (senão a melhor) interfaces já produzidas para a linha ZX Spectrum, pois contempla todas as necessidades de um retro programador usuário do TK90X/TK95.
Portanto, seguimos confiantes e entusiasmados!
segunda-feira, 5 de abril de 2021
Interrupção das postagens.
Informo que a partir de Abril de 2021, estou interrompendo provisoriamente, sem definição de retorno, as postagens neste blog.
Devido ao seu conteúdo relevante para a comunidade Sinclair de usuários da linha ZX Spectrum e clones nacionais (Microdigital TK90X e TK95), este blog ficará no ar até quando o Google permitir.
Tão logo seja possível, retomaremos nossas postagens.
Obrigado a todos que contribuem indiretamente neste projeto.
Grande abraço!
Manoel Carvalho (neco8bits)
domingo, 22 de novembro de 2020
Unidade de leitora de disquetes com 4 drives!
Quem possui uma interface Beta Disk sabe, pelo menos através do manual, que ela é capaz de gerenciar até 4 unidades de drives... Coisa que muitos PCs nem conseguem fazer. ;)
Bom, na teoria é legal, mas e na prática?
Esta tem sido minha luta nestes últimos meses, pois, apesar de aparentar uma certa simplicidade, isso é complicado quando se trata de unidades de disquetes de 3 1/2". A razão se dá pelo fato de que a grande maioria destas unidades só te permitem configurar unidade A ou B. Isso quando você consegue localizar os jumpers ou pontos de solda DS0 e DS1. É comum ter que desparafusar a lata para localizar estes pontos... :/
Por padrão de fábrica, estes drives menores vem configurados como unidade B (DS1), por isso aquela inversão no flat cable dos PCs. Esta inversão faz justamente que a unidade pré-configurada como B, se torne A (o cabo faz o serviço do jumper). Mas atenção: Este tipo de inversão dos cabos de PC não servem para a Beta Disk! O ideal é você ter um cabo contínuo (sem inversões) e "jumpear" diretamente nos drives.
Já no caso dos drives de 5 1/4" isto é bem mais tranquilo, pois os jumpers são de fácil acesso e permitem configurar até quatro unidades (A,B,C,D ou DS0,DS1,DS2,DS3). Mas, de forma prática, não teria muita utilidade atualmente, pois trabalhamos mais com o disco menor de 3 1/2" (mais robusto e de maior capacidade).
O legal seria ter 4 unidades de 3 1/2" ou 2 unidades de 3 1/2" + 2 unidades de 5 1/4", pelo menos para efetuar cópias, restaurações, etc. Como a primeira opção eu já descartei, optei pela segunda.
Depois de encontrar uma boa fonte de 12v e 5v, que não provocasse interferência na imagem do TK (sim, isso infelizmente pode acontecer), finalmente consegui montar minha unidade de 4 floppy drives. Funcionando perfeitamente depois de uma rigorosa limpeza interna nos drives!
Como eu recupero disquetes mofados (Tutorial de Limpeza de discos 5 1/4").
Sabemos que hoje em dia, encontrar discos de 5 1/4" em bom estado é algo muito raro.
A maioria, mesmo estando lacrados (new old stock), podem apresentar sinais de mofo na mídia... Que dirá os discos usados e mal armazenados!
Bem, mas para tudo existe uma solução. ;)
A que funcionou comigo e que eu compartilho neste post, poderá ajudar a "dar vida" aos velhos disquinhos e, quem sabe, recuperar dados preciosos!
Umas considerações importantes antes de começar:
- Não insira discos mofados ou sujos no drive antes de limpá-los (nem por curiosidade!). Provavelmente esta sujeira/mofo, ao ter contato com a cabeça de leitura do drive, irá arranhar o disco, provocando danos irreversíveis. Limpe primeiro o disco.
- Também convém limpar antes a cabeça de leitura do drive com um disco apropriado de limpeza (feito de uma espécie de feltro e embebecido com álcool isopropílico). Se você não achar, pode-se fabricar um caseiro com filtro de papel coador de café. Depois publico um post ensinando a fazer.
- Faça tudo por sua conta e risco. Não me responsabilizo por danos provocados durante o processo, ok?
OBS: Alguns são fáceis de descolar manualmente e talvez nem seja necessário o estilete.
Na sequência, enxáguo em água corrente para remover o detergente.

Atenção: Apenas dobre as folhas uma sobre a outra, sem esfregar nada sobre a mídia. Faça uma pressão com os dedos para o papel absorver a água.

Depois repita a operação no segundo conjunto de folhas. Pronto! Isso já será suficiente para deixar a mídia bem sequinha. Nada de secadores por favor!
Nestes casos, costumo descartar e ler o disco em outro invólucro em melhor estado.
Minha primeira interface da Chayenne (C.A.S.), uma réplica nacional.
Se tem uma interface que não me incomodo de ter mais de uma, é uma Beta Disk!
Recentemente adquiri um lote de itens da linha Sinclair e, para minha grata surpresa, havia uma interface beta disk da Chayenne Advanced System, reproduzida no Brasil pela Arcade Informática.
Infelizmente ela apresenta problemas no funcionamento e será necessário uma manutenção. Mas nada preocupante, pois amo fazer isso... :)
A dificuldade neste caso é que existia um péssimo hábito da época de se raspar os integrados (para que não fossem feito cópias dos produtos)... Se pode complicar, pra quê facilitar não é mesmo?
Curiosamente ela se parece muito na montagem interna com a interface da CBI (outra que anseio adquirir um dia), utilizando um sistema de 2 placas sobrepostas e com uma impressão do circuito bem típica da época (um tanto frágil, ao meu ver).
Outra coisa que gostei muito foi o conector do cabo flat dos drives, bem prático.
Pena que este modelo não possua interface integrada de impressora (como da CBI e a IDS).
Outra coisa que me chamou a atenção foi que ela possui uma entrada auxiliar de alimentação, com direito ao regulador de tensão 7805 e um dissipador interno, pois sua caixa tampa a entrada AC dos TKs/ZXs.
Seguem as imagens (com a caixinha já devidamente personalizada).
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Você realmente conhece o formato de arquivos .TRD e suas possibilidades?
Eu fui inspirado a escrever este artigo quando estava estudando formas de trabalhar com arquivos externos em meus programas em Basic, achando no formato .TRD, uma ótima opção para carregar arquivos auxiliares (como telas, dados, etc.).
É óbvio que um programador experiente já deve pensar nisso de uma forma bem mais aprimorada, porém este não é o objetivo deste post. Quero apenas mostrar que este formato pode ser mais útil do que simplesmente uma forma diferente de carregar jogos ou aplicativos.
Primeiro, vamos entender o formato.
O formato TRD foi criado para armazenar imagens de disco Beta Disk (TR-DOS) para fins exclusivos de emulação. Ou seja, foi uma forma de reproduzir o conteúdo de um disquete inteiro (sua imagem) em apenas um arquivo.
Uma variedade de clones do Spectrum Russo (incluindo o Pentágono e o Scorpion ) usam o sistema operacional de disco TR-DOS com uma Interface de Disco Beta embutida, assim como as versões inglesas do ZX Spectrum (em uso conjunto com a interface Beta Disk) e os nossos clones nacionais TK90X e TK95 (com nossas versões da interface Beta da Arcade, CBI e Synchron). Nos países do antigo bloco soviético este formato predomina até hoje como o preferido (afinal, ainda são grandes desenvolvedores de programas) e no Brasil, já teve teve seu período áureo no início da década de 90 até meados de 2010, quando muitos brasileiros optaram pela comodidade de uma interface tipo divIDE. Entretanto, isso não atendia aos programadores brasileiros de plantão, pois esta interface no sistema original FatWare, não permitia gravação, mas apenas leitura de arquivos. Somente com a evolução das versões do sistema esxDOS (substituindo o FatWare na divIDE), que se passou a emular o TR-DOS da Beta (para a alegria dos programadores), tornando-se possível a gravação e manipulação direta de arquivos.
O formato TRD é membro do Easy Disk Image Formats. Este tipo de imagens de disco contém apenas os dados do setor despejado. Não há informações de cabeçalho, portanto a geometria do disco deve ser assumida, ou determinada a partir dos dados do sistema de arquivos colocados na imagem do disco.
Estas imagens não podem armazenar dados fora do padrão, como:
- setores excluídos
- faixas não formatadas de maneira uniforme
- dados fracos do setor (algumas proteções de cópia têm o que é descrito como dados “fracos”, “aleatórios” ou “flutuantes”. Cada vez que o setor “fraco” é lido, um ou mais bytes mudam. Seu valor pode ser aleatório entre leituras consecutivas do mesmo setor. Dados fracos só podem ser gravados usando hardware modificado, portanto, você não pode copiar facilmente esses discos. Apenas os formatos de imagem de disco Extended DSK e UDI 1.1 gravam este tipo de dados. Este sistema de proteção era muito utilizado no discos do ZX Spectrum +3.)
Estrutura do arquivo TRD
As imagens TRD podem armazenar imagens de disco de 40 ou 80 trilhas de uma ou dupla face.
Cabeçalho do Arquivo
Não há nenhum cabeçalho ou assinatura de arquivo (bytes mágicos).
Layout do setor
Setores dispostos do primeiro ao último em uma trilha:
- Setor 1
- Setor 2
...
- Último setor
As trilhas seguem o esquema “alt”:
- Lado: 0 Faixa: 0
- Lado: 1 Faixa: 0
- Lado: 0 Faixa: 1
...
- Lado: 0 Faixa: 79
- Lado: 1 faixa: 79
Comprimento do arquivo
TR-DOS usa 256 BPS e 16 SPT para discos, então um
- O comprimento da imagem dos lados da trilha 1 é 163840 bytes (1 × 40 × 16 × 256)
- O comprimento da imagem de 40 faixas 2 lados é 327680 bytes
- O comprimento da imagem do lado 80 da trilha 1 é 327680 bytes
- O comprimento da imagem de 80 faixas 2 lados é 655360 bytes
Imagens parciais
Os arquivos TRD podem terminar antes do comprimento total calculado, se os setores até o final não contiverem dados.
Por exemplo, no jogo Prince of Persia - PRINCE_P.TRD (imagem de disco de 2 lados com 80 trilhas) tem apenas 255488 bytes de comprimento, porque o último setor que contém dados é h0t31s6 (2 × 31 × 16 + 6) × 256.
O formato alternativo/compactado .SCL
O formato SCL é um formato de armazenamento alternativo para imagens do sistema de arquivos TR-DOS. Em vez de uma imagem TRD, o SCL armazena apenas a estrutura do diretório e os dados dos arquivos. Eu diria que é uma forma compactada dos arquivos TRD.
Bom, agora que entendemos como funciona este formato, retornamos a motivação que me levou a escrever este artigo.
Como a maioria dos arquivos que encontramos no formato TRD utilizam o espaço máximo do disco (640k), podemos concluir que isto é o que temos para trabalhar (pelo menos em um único disco). Em termos de programação em Basic Sinclair é muita coisa!
Se fossemos armazenar num disco apenas um banco de imagens (telas .SCR completas, por exemplo), caberiam aproximadamente 27 telas. Se fossem apenas 1 bloco de tela (lembra que o Spectrum trata a carga de imagens em 3 blocos distintos?), seriam aproximadamente 81 telas (com 1/3 do tamanho exibido).
Ok. Não preciso dizer que a carga em disco real já é bem rápida (apesar das limitações do Basic), portanto num arquivo .TRD será ainda mais veloz. Então imagine você chamando um arquivo no "disco" (.TRD) direto do teu programa em Basic... Não é uma opção interessante? Consegue ver como o padrão TRD é útil para um programador e para o desenvolvimento de programas mais complexos?
Caso tenha se interessado em experimentar programar no sistema TR-DOS, basta baixar os manuais disponíveis neste blog e aprender a utilizar os novos comandos. Não preciso dizer que a maioria dos bons emuladores já são compatíveis com este padrão de arquivos, facilitando em muito a nossa vida.
Em outro momento irei publicar um artigo com um exemplo de como buscar estes arquivos nos discos virtuais utilizando o Basic e, posteriormente, em código de máquina (que já é outro nível).
Até lá!
sábado, 22 de agosto de 2020
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Como configurar um emulador de drive GOTEK para o TK90X, TK95 e ZX Spectrum.
O emulador da GOTEK, modelo Sfr1m44 u100k, é o mais popular e funciona muito bem.
Entretanto, ele não pode apenas ser simplesmente encaixado (apesar de parecer e possuir as conexões), necessitando de uma atualização do firmware específica para se tornar compatível.
Para isso, estou disponibilizando um tutorial traduzido em PDF, bem como os arquivos necessários para atualização na base de download deste blog. O tutorial foi feito originalmente para os teclados musicais da Roland, mas funciona perfeitamente para o nosso caso e está muito bem explicado no passo-a-passo. Inclusive explica também como fazer um upgrade no emulador, colocando um display e um botão extra. Muito interessante e fácil de fazer para quem tem o mínimo de habilidade com eletrônica.
Caso você queira comprar um, segue um link do que encontrei mais barato no Brasil (em pronta entrega) e outro no exterior (bem mais barato, mas com os inconvenientes de espera da importação). Pode ocorrer de, em determinado momento, o link ficar inativo por alteração de vendedor, mas já é uma referência de onde você pode encontrar estes emuladores.
Mercado Livre (Brasil):
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1398444877-sfr1m44-u100k-emulador-drive-disquete-pen-drive-usb-brinde-_JM
AliExpress (Exterior):
https://pt.aliexpress.com/item/32841011000.html
No próximo post relacionado a este tema, falaremos sobre como manipular os arquivos do TK/ZX no pen drive para ser utilizado no emulador, bem como quais são os tipos aceitos por ele.
Até lá!
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
A História dos Disquetes
O disquete foi inventado por engenheiros da IBM liderados por Alan Shugart, em 1971. Era um disco de plástico flexível de 8 polegadas revestido com óxido de ferro magnético e os dados do computador eram gravados e lidos na superfície do disco. O primeiro disquete de Shugart continha 100 KB de dados (face simples).
O apelido disquete veio da flexibilidade do disco. O disquete é um círculo de material magnético semelhante a outros tipos de fita de gravação, como a fita cassete, onde um ou dois lados do disco são usados para gravação, porém com maior velocidade de leitura. Os dados ficam literalmente "flutuando" magneticamente sobre esta superfície.
O drive de disco inicia a leitura do disquete pelo seu centro até sua extremidade, enquanto ele gira como um registro dentro de sua caixa. A cabeça de leitura/gravação, muito parecida com a cabeça de um toca-fitas, entra em contato com a superfície por meio de uma abertura no invólucro de plástico ou no envelope.
O disquete foi considerado um dispositivo revolucionário na história dos computadores devido à sua portabilidade, que forneceu um meio físico novo e fácil de transportar dados de um computador para outro.
Estes primeiros discos foram projetados para carregar microcódigos no controlador do Merlin (IBM 3330). Então, na verdade, os primeiros disquetes foram usados para preencher outro tipo de dispositivo de armazenamento de dados. Usos adicionais para o disquete foram descobertos mais tarde, tornando-o um eficiente meio de armazenamento de arquivos.
Em 1976, o disco rígido e disquete de 5 1/4 de polegadas, foram desenvolvidos por Alan Shugart para a Wang Laboratories. A Wang queria um disquete e drive menores para usar com seus computadores desktop. Em 1978, mais de 10 fabricantes já estavam produzindo unidades de disquetes de 5 1/4" que armazenaram até 1,2 MB (megabytes) de dados.
Uma história interessante sobre o disquete de 5 1/4" foi a maneira como o tamanho do disco foi decidido. Os engenheiros Jim Adkisson e Don Massaro estavam discutindo o tamanho com An Wang, da Wang Laboratories. O trio estava em um bar quando Wang fez um gesto com um guardanapo e disse que esse seria o tamanho (que por acaso tinha 5,5 cm de largura).
Em 1981, a Sony introduziu os primeiros drives e disquetes de 3 1/2". Estes disquetes foram encapsulados em plástico rígido, mas o nome permaneceu o mesmo. Eles armazenaram 400kb de dados e, posteriormente, 720K (densidade dupla) e 1.44MB (alta densidade).
Trabalhando com disquetes:
A entrevista a seguir foi feita com Richard Mateosian, que desenvolveu o primeiro sistema operacional para disquetes. Mateosian é atualmente um editor de revisão na IEEE Micro, em Berkeley, CA.
Em suas próprias palavras:
"Os discos tinham 8 polegadas de diâmetro e tinham uma capacidade de 200K (quando face dupla). Eles eram tão grandes que os dividimos em quatro partições, cada uma das quais consideramos como um dispositivo de hardware separado, análogo a um drive de fita (nosso outro dispositivo principal de armazenamento periférico na época). Usamos disquetes e cassetes principalmente como substitutos de fita de papel, mas também apreciamos e exploramos muito a natureza de acesso aleatório dos discos. Nosso sistema operacional tinha um conjunto de dispositivos lógicos (entrada de fonte, listagem de saída, saída de erro, saída binária, etc.) e um mecanismo para estabelecer uma correspondência entre esses e os dispositivos de hardware. Nossos programas de aplicativos eram versões de montadores, compiladores e assim por diante da HP, modificados (por nós, com a aprovação da HP) para usar nossos dispositivos lógicos em suas funções de E / S. O resto do sistema operacional era basicamente um monitor de comando.
Os comandos tinham principalmente a ver com manipulação de arquivos. Havia alguns comandos condicionais (como IF DISK) para uso em arquivos em lote. Todo o sistema operacional e todos os programas aplicativos estavam na linguagem de máquina da série HP 2100. O software de sistema subjacente, que escrevemos do zero, era orientado a interrupções, para que pudéssemos suportar operações de E / S simultâneas, como inserir comandos enquanto a impressora estava em execução ou digitando à frente do teletipo de 10 caracteres por segundo.
Na verdade, a estrutura do software evoluiu a partir do artigo de 1968 de Gary Hornbuckle, chamado "Multiprocessing Monitor for Small Machines" e de sistemas baseados em PDP8 em que trabalhei no Berkeley Scientific Laboratories (BSL) no final dos anos 60. O trabalho na BSL foi amplamente inspirado pelo falecido Rudolph Langer, que melhorou significativamente no modelo da Hornbuckle."
(Texto extraído e corrigido)
sexta-feira, 29 de maio de 2020
sexta-feira, 22 de maio de 2020
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Como transferir arquivos .TAP para discos Beta (.TRD)
Anteriormente, aprendemos (nos tutoriais de vídeo) a montar os aquivos de discos virtuais do TR-DOS (.TRD) utilizando arquivos tipo .Z80, .TZX e .TAP que seriam convertidos para o formato .SNA e, posteriormente convertidos no formato Hobeta para serem gravados no disco físico e rodarmos no TK. A ideia é personalizar nossos discos com temas e programas de nosso interesse, não ficando limitados somente à geração de discos de arquivos .TRD "pré-fabricados" por terceiros. Vale lembrar que existem milhares deles disponíveis na internet e costumam ser muito bem montados.
Aliás, criar um disco real a partir de um arquivo .TRD é muito simples e fácil com programas como o TKBetadisk (disponível aqui no blog).
A comodidade de se trabalhar diretamente com os arquivos .TAP é bem mais interessante, pois eles levam internamente uma imagem estrutural das fitas K7 (em blocos distintos) e são mais fáceis de localizar, organizar e editar.
A edição destes arquivos já é uma etapa mais complexa e nem sempre possível (dependendo de como foi criado o arquivo), porém nos permite adequar de forma mais "limpa" ao padrão de leitura Beta Disk, permitindo gravar jogos multi-load criados para fitas K7, mas que funcionem corretamente no disco.
Outro ponto a favor, é a grande quantidade de utilitários conversores de outros formatos para o .TAP, que estão disponíveis na internet.
1ª ALTERNATIVA:
Vamos precisar do emulador SpecEmu BR (que vem com a ROM do TK90X ou TK95, e também de uma interface Beta Disk nacional, tipo CBI-95 ou IDS2001ne) ou do emulador SimpleTK (que também tem praticamente as mesmas funções).
Também será necessário um arquivo .TRD de utilitários que vinham junto com a interface CBI-95, pois neste disco utilizaremos o utilitário TAPECOPY (um conversor de programas em fitas K7 para o formato Beta Disk). Este arquivo da CBI-95 é facilmente encontrado na internet e também será disponibilizado aqui no blog.
Quando você inicia os emuladores com o TK + a interface beta habilitada, ele apresenta a tela de inicialização da interface, com o prompt mostrando o "A>", ou seja, em ambiente Beta DOS.
Vá na opção de arquivos do emulador e procure a opção "Insert Disk". Nela você indicará o local onde está teu arquivo CBI-95.TRD e ele carregará virtualmente o disco.
Aperte a opção de RESET e o emulador carregará o boot do disco, já te apresentando o menu de opções do disco da CBI. Lá você verá o programa TAPECOPY.
Mas antes de carregar o TAPECOPY, você precisa indicar para o emulador qual fita virtual (o arquivo .TAP) que você irá transferir. Para isso, vá na opção "Insert Tape" e indique onde está o arquivo .TAP que você quer converter.
Agora é hora de tirar o disco da CBI com a opção "Eject Disk" (não será trabalhoso, pois você só irá fazer isso uma vez) e colocará um disco .TRD vazio no lugar. Se você não tiver um já pronto (criado anteriormente), poderá utilizar o próprio da CBI, formatando-o e renomeando-o no ambiente DOS do TK (A> format "nome"). Não se preocupe, o .TRD original da CBI não será afetado.
Agora é só inicializar o TAPECOPY e ele fará o processo de conversão automaticamente. Tudo muito limpo e rápido.
Na sequência, basta escolher os próximos arquivos .TAP e ir convertendo com o TAPECOPY até ocupar todo o espaço disponível no disco (em média, cabem em torno de 15 ou 16 programas pra 48K por disco, mas isso irá variar de acordo com o tamanho de cada um).
Você pode ir dando um "CAT" no DOS para ver como está ficando o disco e também seu espaço disponível.
2ª ALTERNATIVA:
Esta é bem simples e você precisará de um programa chamado EMPTYTRD (para criar um disco .TRD vazio) e do WRITETRD, que disponibilizamos aqui no blog. Mas atenção: Existe uma outra versão com o mesmo nome distribuída no WOS (e em outro sites), que apenas transfere arquivos .TRD diretamente para discos físicos na unidade de disquete do PC. O que vamos utilizar, copia arquivos .TAP para dentro de um .TRD (este não trabalha com discos físicos).
Observação: Ambos programas trabalham somente em ambiente DOS do PC, mas podem ser executados pelo Prompt de comandos do DOS que existe no Windows. O ideal é que você coloque teus arquivos num único diretório, pois assim fica fácil de fazer as conversões de forma mais rápida.
O problema é que você não poderá ver como está ficando o disco, ao menos que você vá abrindo o .TRD gerado de forma paralela, em outro programa Windows, tipo o TKBetadisk, por exemplo.
Para criar um disco TRD vazio, digite no prompt do DOS do PC:
emptytrd nome.trd
Pronto! Ele criará um arquivo .TRD vazio com o nome que você escolheu (até 8 caracteres).
Agora você poderá inserir os arquivos .TAP no disco digitando o seguinte:
writetrd nomedodiscocriado.trd aquivoescolhido.tap
Só isso. Vá inserindo novos .TAP repetindo o processo e utilizando as cômodas teclas de repetição do ambiente DOS.
Divirta-se!
Mais detalhes de como alterar os arquivos no disco (para adaptações), informaremos nas próximas publicações.
sábado, 14 de dezembro de 2019
Virtual TR-DOS, a maior base de programas para interface Beta da internet.
Para a alegria daqueles que apreciam o sistema Beta Disk, os russos (sim, sempre eles!) mantém uma enorme e atualizada base de arquivos .TRD para usuários de discos no ZX Spectrum e compatíveis.
O site Virtual TR-DOS também disponibiliza uma grande quantidade de ferramentas que, com o decorrer do tempo, iremos comentar aqui.
Não se assuste com o idioma russo... Utilize o tradutor do browser e seja feliz em tuas buscas!
Para nossa alegria, recentemente conheci um brasileiro que tem feito diversas conversões de jogos e aplicativos e disponibilizado no Virtual TR-DOS, tanto para Beta 48 como para Beta 128.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Novas interfaces Beta alternativas.
Certamente para muitos que não possuem uma interface Beta Disk, este blog pode causar um pouco de frustração pelo fato de ser difícil encontrar uma interface desta disponível para venda (mas não é impossível).
Porém, para nossa alegria, nosso amigo russo Vitaliy (Tetroid) produziu um modelo moderno e bem reduzido da Beta 128.
Esta interface funciona em todos os modelos do ZX Spectrum (48 e 128k), bem como na maioria dos clones (sim, nossos TKs funcionam bem com ela!). Recentemente ele acrescentou um extensor na interface, permitindo a conexão de outros periféricos. Ficou bem funcional.
Posteriormente farei um breve relato comparativo do funcionamento dela com os nossos micros, em relação as Betas nacionais.
Infelizmente ela ainda não possui uma saída Centronics para impressora, mas em compensação, possui muitos recursos interessantes. Vale conferir.
Segue abaixo o link da SellMyRetro, onde ela é comercializada. Caso não tenha em estoque, não se preocupe. Basta mandar uma mensagem para o vendedor e ele rapidamente repõe novas unidades.
https://www.sellmyretro.com/offer/details/32255?fbclid=IwAR3lQ0W4Y2inVrc4FhocIcppM2-6PcTrf3HBYivbOmEl0AGnP4TEAyVbt5Y
Outra interface alternativa é esta produzida pelo Karlovy, Czech Republic.
Esta é bem curiosa, grande e sem nenhum integrado CPLD. Possui também alguns recursos interessantes e pode ser comprada com a caixinha (opcional).
Ainda não sei nada sobre sua compatibilidade, mas pretendo um dia descobrir. Me parece um projeto muito bem feito pela CSS Eletronics (curiosamente eles possuem outras interfaces bem interessantes).
Ela pode ser encontrada também na SellMyRetro.
https://www.sellmyretro.com/offer/details/beta-disk-128c-floppy-controller-zx-spectrum-48k~~128k--_-best-fdd-interface-36167
Para quem curte eletrônica, existe um kit russo para ser montado com um preço bem acessível. Aliás, vale lembrar que os produtos vindos da Rússia (registrados), são os que possuem fretes mais baratos para o Brasil.
Este kit está no Ebay, mas pode estar disponível ou não. De qualquer forma, vou deixar aqui o link do produto e do produtor.
https://www.ebay.com/itm/Beta-Disk-Interface-ZX-Spectrum-SET/223721498562?hash=item3416d727c2:g:w2YAAOSwK~tds~hI
Este é do produtor (produtos disponíveis para venda):
https://www.ebay.com/sch/sochirus/m.html?_nkw=&_armrs=1&_ipg=&_from=
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
Manuais e arquivos .ROM das interfaces Beta Disk.
Na medida do possível, acrescentaremos novos arquivos.
Aproveitem!
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Tutorial em vídeo para preparação de disquetes (parte 1).
Existem muitas formas de se fazer isso, porém apresentamos aqui a mais simples e mais amigável.
Posteriormente criaremos novos tutoriais com grau de complexidade maior, para uma personalização mais apurada dos discos.
Neste primeiro, iremos aprender como criar imagens .SNA de outros padrões de arquivos que encontramos na internet (tipo TAP, TZX, Z80, etc). Em seguida, transformaremos os arquivos .SNA em arquivos padrão Hobeta. E, finalmente, com estes arquivos Hobeta, criaremos um disco virtual .TRD, que nos permitirá criar um disco real para executarmos nos TKs. Tudo isso sendo feito em ambiente Windows, sem a necessidade de programas em DOS (como fazíamos noutros tempos).
Lembre-se: Para gerar um disco real, tenha em mão um disquete de 3 1/2", com ambos os furos laterais obstruídos. Isso é necessário para que ele seja formatado na densidade correta.
Outra coisa importante: Para gerar os discos físicos que irão rodar nos TKs, você terá que ter um PC com unidade de disquete interna (drives externos USB não funcionam!). Pode ser um PC bem simples com, no mínimo, um Windows XP básico (sistemas inferiores não servirão, devido a exigência de alguns programas).
Base de arquivos para download.
Busque na coluna da direita e clique na imagem de disquetes. Você será direcionado a nossa pasta de arquivos compartilhados de TK no Google Drive.
Esta seção estará sempre sendo atualizada.
Faça bom proveito dela!
Erro de leitura na trilha 0, setor 9.
Ao readquirir minha interface Beta (praticamente "nova" e sem uso), deparei-me com a mensagem "erro de leitura na trilha 0, s...
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Sabemos que hoje em dia, encontrar discos de 5 1/4" em bom estado é algo muito raro. A maioria, mesmo estando lacrados (new old stock)...
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Quem possui uma interface Beta Disk sabe, pelo menos através do manual, que ela é capaz de gerenciar até 4 unidades de drives... Coisa que m...
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Apesar de não ser a minha opção predileta (pois amo meus disquetes!), o emulador de drives é uma alternativa interessante e muito procurad...






























